Sábado, 20 de junho de 2015.
Aula/Ensaio da Alysson Amâncio Cia. de Dança.
Hoje o dia amanheceu interessante para se acordar cedo, tenho a impressão que o sol de sábado é sempre diferente de toda a semana, deve ser por isso que às vezes é bom acordar cedo no sábado, antes de nossa aula comecei cedo indo pra a academia, logo teríamos às 9h aula de acrobacia, ministrada pelo Prof. Ivan Brigido, desde então não estavam todos os bailarinos, na medida em que formos chegando à sala, percebi que a aula foi se caminhando devagar, estávamos um pouco que sem pressa de começar, acredito que a energia de todos estava tranquila, conversa vem conversa vai, enquanto o nosso professor ajeitava as borrachas no linóleo para darmos inicio.
Começamos com um aquecimento de braço e abdome nas barras, trabalhar abdome é essencial, observei o professor falando que a força dele já passa a ser no braço por que no abdome já tem, automaticamente a força já vem; mas, vermos que isso se dá pela pratica que ele trabalhar a um bom tempo. Logo após recapitulamos alguns dos exercícios que tinha nos mostrados e ensinado durante as aulas que tivemos nestes sábados, por acontecer de ainda termos dificuldades, e acredito que esses tipos de movimento, que nos exige força, concentração e equilíbrio, precisam ser bem elaborados em nossos corpos, que até então percebo que muitos não tinham tal pratica. Fico criando ou imaginando, como o nosso querido diretor irá usar esses movimentos e pegadas nesse espetáculo, às vezes sou muito ansioso para saber como isso vai dar, fico calado às vezes mais sou muito afoito as coisas, estou trabalhando isso! Hoje ensaiamos o nosso querido espetáculo, engraçado como nós acostumamos com a musica, hoje não tinha, desde então vimos que estávamos mais liberais de poder passar devagar e limpando o que estava sujo. Tiramos nossas dificuldades de cada coreografia, fiquei atento aos concertos.
Estávamos no final do ensaio, passando alguns detalhes, até que em uma hora me desconcentrei um pouco, fiz um movimento que virava para a janela lá de fora e estava nublado, fiquei surpreso em vê “ele” na janela, foi me olhar, mas foi rápido logo retornei a coreografia que ensaiávamos, com um desejo de continuar, mas já chegou ao final de mais um ensaio. E esse é mais um de nossos sábados!
segunda-feira, 22 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Diário de Bordo terça-feira 16/06/2015
Diário de Bordo terça-feira 16/06/2015
Fernanda Jayne
Processo coreográfico “Karimai”
Hoje não tivemos aula de ballet clássico como é de costume, mas Alysson pediu para chegarmos mais cedo e irmos se alongando, porque teria mais tempo para fazer algumas mudanças e passar novos comandos para os grupos.
Primeiro momento, ensaiamos as coreografias criadas em grupos com seus temas específicos, fiquei muito feliz com os resultados, porque tivemos pouco tempo de criação e ensaio, mas isso não deixou a desejar vejo que temos muito material cênico para ser trabalhado no espetáculo. No segundo momento passamos as coreografias já com as mudanças dos dois elencos, percebo que a cada repetição os movimentos vão ganhando sentido no nosso corpo. Terceiro momento, Alysson começou a criar uma nova cena com dois duos e um solo representando cada grupo. Ficou interessante porque cada tema exige várias qualidades de movimento e a trilha sonora do Di Freitas casou perfeitamente com a coreografia criando um ambiente leve, sutil e delicado. Essas são algumas sensações que suas pinturas transmitem. Nessa cena consigo observar de forma nítida a trajetória de vida do Karimai e a essência das suas telas.
Alysson passou mais uma atividade em grupo. Dessa vez com outras possibilidades de criações, utilizando diversos elementos cênicos, tais como tecidos coloridos, balde e bacia de alumínio. Para ajudar na criação das células coreográficas determinou algumas telas, com a intenção de buscarmos outros elementos que possamos ousar nas composições.
Estou empolgada com o processo criativo, está sendo bastante produtivo, a cada encontro da companhia um grande passo é trilhado para a concretização do espetáculo Karimai.
Fernanda Jayne
Processo coreográfico “Karimai”
Hoje não tivemos aula de ballet clássico como é de costume, mas Alysson pediu para chegarmos mais cedo e irmos se alongando, porque teria mais tempo para fazer algumas mudanças e passar novos comandos para os grupos.
Primeiro momento, ensaiamos as coreografias criadas em grupos com seus temas específicos, fiquei muito feliz com os resultados, porque tivemos pouco tempo de criação e ensaio, mas isso não deixou a desejar vejo que temos muito material cênico para ser trabalhado no espetáculo. No segundo momento passamos as coreografias já com as mudanças dos dois elencos, percebo que a cada repetição os movimentos vão ganhando sentido no nosso corpo. Terceiro momento, Alysson começou a criar uma nova cena com dois duos e um solo representando cada grupo. Ficou interessante porque cada tema exige várias qualidades de movimento e a trilha sonora do Di Freitas casou perfeitamente com a coreografia criando um ambiente leve, sutil e delicado. Essas são algumas sensações que suas pinturas transmitem. Nessa cena consigo observar de forma nítida a trajetória de vida do Karimai e a essência das suas telas.
Alysson passou mais uma atividade em grupo. Dessa vez com outras possibilidades de criações, utilizando diversos elementos cênicos, tais como tecidos coloridos, balde e bacia de alumínio. Para ajudar na criação das células coreográficas determinou algumas telas, com a intenção de buscarmos outros elementos que possamos ousar nas composições.
Estou empolgada com o processo criativo, está sendo bastante produtivo, a cada encontro da companhia um grande passo é trilhado para a concretização do espetáculo Karimai.
domingo, 14 de junho de 2015
Diario de bordo 13 06 2015 Kelyenne Maia Amorim
Hoje dia 13 de junho foi um dia bem atípico pra mim.. Primeiramente não tive insônia na noite anterior, então conseguir acordar muito cedo, e fui animada em direção ao juazeiro, cidade sede da associação dança cariri e da companhia Alysson Amancio.
Iniciamos as atividades com aula de circo, momento importante para que os bailarinos consigam adquiri, força, confiança, equilíbrio mas principalmente novas memórias corporais, pois percebo que no corpo de muitos (e me incluo "nesse muitos") ha uma inclinação para realizar os movimentos ja conhecidos, não se permitindo, muitas vezes inconscientemente, ousar ou buscar novas formas de improvisar ou de criar a partir das solicitações do coreógrafo.
Realizamos na aula de circo, introdução ao salto, através da " estrelinha " com o inicio frontal e o final com os dois pés no chão (figura 1). Tentamos também uma variação da "estrelinha", um era a base, numa segunda de pernas bem aberta enquanto a outra pessoa usa as coxas da "pessoa base" para se apoiar sem colocar as maos no chão, enquanto a base sustenta o colega pela cintura auxiliando no desenrolar do exercício (figura 2).
O segundo momento se deu com um tipo de piramide de suas pessoas, em que uma "pessoa base" com a segunda de pernas bem abertas se torna a escada para o colega subir através dos apoios das pernas e mãos ate chegar ao ombro, ou seja, em pé nos ombros da "pessoa base" e assim tentamos realizar variações qdo estávamos no alto (figura3). Comecei a me empolgar e fui voluntaria para outro exercício q o professor apresentou com a bailarina Maria Lima. Uma pessoa fica sentado com os joelhos flexionados servindo como base para outro que vai colocar as maos no joelho da "pessoa base" esse por sua vez segura na cintura e a lança para trás numa cambalhota com ajuda dos impulso dela. Para finalizar a aula de técnicas circense o professor mostrou um salto, em que duas pessoas juntas os braços como se fosse uma cadeira e uma terceira pessoa fica em pé e é lancada para cima onde cai sentada nos braços das duplas de base.
Iniciamos nosso ensaio com apresentação do exercício solicitado pelo Alysson na aula trasada. A equipe q se apresentou teve a temática a cultura popular oriental (se eu não me engano) uma boa apresentação, principalmente porque não tenho contato direto com essa cultura. Enquanto aguardavamos a Luciana Araújo para iniciamos a apresentação da nossa equipe o Alysson solicitou q fossemos para as coreografias em grupos, e assim o fizemos, já experimentando a trilha feita por Difreitas. Devo dizer que durante a coreografia pouco aproveitei da música, por que estava mais centrada nos movimentos e ha muitas coisa a se organizar no meu corpo, como tempo da coreografia, velocidade, espaço etc. A Luciana chega. Pausa para o lanche, nossa equipe composta por Suzana, Lucivania, eu e Luciana, se preparam para a apresentação com o figurino e objetos de cena (velas na taça).
Termino do lanche. Inicio da nossa apresentação. Difreitas esta presente. Tivemos algumas falhas técnicas em nossa apresentação, mas de um modo geral gostei bastante, nossa temática foi: fé; romaria; juazeiro; padre Cícero; penitentes, em nossa pesquisa discutimos muitos alguns elementos e movimentos que seriam importante estar em cena, tínhamos receios de ser redundante, mesmo assim senti q nossa apresentação teve uma boa aceitação, isso nos deixou feliz (apresentaremos novamente no próximo encontro). Repassam os novamente as coreografias construídas por Alysson e pelos intérprete, com dois grupos diferenciados. Dessa vez conseguir sentir mais a música alguns momentos do trabalho.
Para concluirmos este dia tão produtivo, escutamos todas as músicas e realizamos um bate papo com o músico criador da trilha, o Difreitas, colocando aspectos positivos e conflituosos da trilhas, sugestões de mudanças e elogios..
O trabalho, com nome provisório de Karimai, está tomando corpo, no momento um pouco Frankenstein, mas no sentido em que vários fragmentos que se complementam se tornaram um único corpo, completo, não fracionado ou fissurado, mas um corpo que dança
Iniciamos as atividades com aula de circo, momento importante para que os bailarinos consigam adquiri, força, confiança, equilíbrio mas principalmente novas memórias corporais, pois percebo que no corpo de muitos (e me incluo "nesse muitos") ha uma inclinação para realizar os movimentos ja conhecidos, não se permitindo, muitas vezes inconscientemente, ousar ou buscar novas formas de improvisar ou de criar a partir das solicitações do coreógrafo.
Realizamos na aula de circo, introdução ao salto, através da " estrelinha " com o inicio frontal e o final com os dois pés no chão (figura 1). Tentamos também uma variação da "estrelinha", um era a base, numa segunda de pernas bem aberta enquanto a outra pessoa usa as coxas da "pessoa base" para se apoiar sem colocar as maos no chão, enquanto a base sustenta o colega pela cintura auxiliando no desenrolar do exercício (figura 2).
O segundo momento se deu com um tipo de piramide de suas pessoas, em que uma "pessoa base" com a segunda de pernas bem abertas se torna a escada para o colega subir através dos apoios das pernas e mãos ate chegar ao ombro, ou seja, em pé nos ombros da "pessoa base" e assim tentamos realizar variações qdo estávamos no alto (figura3). Comecei a me empolgar e fui voluntaria para outro exercício q o professor apresentou com a bailarina Maria Lima. Uma pessoa fica sentado com os joelhos flexionados servindo como base para outro que vai colocar as maos no joelho da "pessoa base" esse por sua vez segura na cintura e a lança para trás numa cambalhota com ajuda dos impulso dela. Para finalizar a aula de técnicas circense o professor mostrou um salto, em que duas pessoas juntas os braços como se fosse uma cadeira e uma terceira pessoa fica em pé e é lancada para cima onde cai sentada nos braços das duplas de base.
Iniciamos nosso ensaio com apresentação do exercício solicitado pelo Alysson na aula trasada. A equipe q se apresentou teve a temática a cultura popular oriental (se eu não me engano) uma boa apresentação, principalmente porque não tenho contato direto com essa cultura. Enquanto aguardavamos a Luciana Araújo para iniciamos a apresentação da nossa equipe o Alysson solicitou q fossemos para as coreografias em grupos, e assim o fizemos, já experimentando a trilha feita por Difreitas. Devo dizer que durante a coreografia pouco aproveitei da música, por que estava mais centrada nos movimentos e ha muitas coisa a se organizar no meu corpo, como tempo da coreografia, velocidade, espaço etc. A Luciana chega. Pausa para o lanche, nossa equipe composta por Suzana, Lucivania, eu e Luciana, se preparam para a apresentação com o figurino e objetos de cena (velas na taça).
Termino do lanche. Inicio da nossa apresentação. Difreitas esta presente. Tivemos algumas falhas técnicas em nossa apresentação, mas de um modo geral gostei bastante, nossa temática foi: fé; romaria; juazeiro; padre Cícero; penitentes, em nossa pesquisa discutimos muitos alguns elementos e movimentos que seriam importante estar em cena, tínhamos receios de ser redundante, mesmo assim senti q nossa apresentação teve uma boa aceitação, isso nos deixou feliz (apresentaremos novamente no próximo encontro). Repassam os novamente as coreografias construídas por Alysson e pelos intérprete, com dois grupos diferenciados. Dessa vez conseguir sentir mais a música alguns momentos do trabalho.
Para concluirmos este dia tão produtivo, escutamos todas as músicas e realizamos um bate papo com o músico criador da trilha, o Difreitas, colocando aspectos positivos e conflituosos da trilhas, sugestões de mudanças e elogios..
O trabalho, com nome provisório de Karimai, está tomando corpo, no momento um pouco Frankenstein, mas no sentido em que vários fragmentos que se complementam se tornaram um único corpo, completo, não fracionado ou fissurado, mas um corpo que dança
sábado, 13 de junho de 2015
Diário de bordo sexta-feira 12/06/2015 kelliane Muler
Sexta-feira, 12 de junho (mais conhecido como dia dos namorados ), às 14h foi marcado encontro da A.A.Cia.de Dança, para construção/ensaio do novo espetaculo, que ate então chamamos de Karimai. Construção, pois o mesmo está em processo, e o que vai sendo construído é ensaiado, óbvio. E como hoje não é um dia fixo da Cia. , não foi possível todos estarem presentes.
Individualmente alongamos e logo após mostramos novamente os solos.
É muito bom ver o outro... Ver os vários tipos de corpos e movimentos falando da mesma coisa, mas completamente diferente um do outro... Como é interessante observar as diferentes possibilidades que há no corpo.
Alguns acrescentaram, mexeram em seus solos, outros continuaram com o mesmo, porém, dava pra perceber mais segurança, limpeza dos movimentos...que não foi o meu caso. Gostei da outra vez que mostrei, hoje ele ficou esquisito, talvez por está sentindo dor, mas tenho consciência que deveria ter trabalhado mais nele... Algo a melhorar, com certeza!
Quando Thiago que foi o último a mostrar o solo terminou, Alysson pediu para que todos aprendessem o solo de Allef. Nossa!!! Nada fácil. É um vai pra lá, vem pra cá, bate palma, desce, gira braço, sobe braço, gira na meia ponta, torce o corpo, levanta, perna na frente, cabeça, enfim... Nada que não fosse possivel, depois de algumas repetições...
Foi separado dois grupos, ambos começavam com a sequência do solo de Allef,um continuava com a movimentação e o outro grupo começava com os movimentos do solo de Leonard, e terminavam todos juntos com o ultimo movimento do solo de Leonard... Mais uma sequência para ser acrescentada no espetaculo, que já tem um começo ou um possível começo...
Passamos o que já temos e acrescentamos o que foi construído hoje.
Vejo quando fico de fora que um bonito e bem pensado espetaculo está se formando. Aos poucos tudo vai se encaixando e começando a fazer "sentido". Um sentido que deve ser sentido e não explicado, porém transbordado através dos movimentos. ..................................................................................................................................................................................................................................................................é isso,foi isso, e...amanhã tem mais
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Diário de Bordo – Karimai 09/06/2015 por Allef Lira
Diário
de Bordo – Karimai 09/06/2015
Para dar início a este Diário de
Bordo do processo de criação do espetáculo Karimai, gostaria de mencionar duas
citações. A primeira é de uma música da Marjorie Estiano, “pra quê manter os
pés no chão se todo mundo quer voar...”. A segunda é uma fala da Willemara
Barros, considerada uma das mais importantes bailarinas do Ceará, em sua
aula-espetáculo de comemoração dos seus cinquenta anos de vida e quarenta de
dança na VI Semana D da Dança, festival que acontece todo mês de Abril no
Cariri, em que se lembra de um diálogo com seu marido Fauller: “- Willa me
ensina a dança. (Ele) – Dançar tu já sabe Fauller, mas se me deres a mão juntos
poderemos voar. (Ela)”. São duas frases que mexem muito comigo e que nunca
esqueci desde a primeira vez que escutei. Elas fazem com que o meu Eu bailarino
deseje voar e isso percebo na proposta do espetáculo, bailarinos voando como
pássaros, mesmo que no sentido literal, mas que seus interiores sejam
contaminados com verdadeiros pássaros e borboletas passando essa sensação para
o público.
A cada ensaio o Alysson pede a um dos
bailarinos para fazer o diário de bordo e não tinha dito que se os demais
também quisessem manifestar suas sensações seria permitido. No ensaio passado,
sábado 06, eu não fui escolhido para escrever, mas fui pra casa com essa
necessidade, tinha angústias e passei o resto do dia com elas tomando conta de
mim, até que à noite desabafei com um amigo. Eu não consegui fazer nada nessa
tarde, estudar, conversar, ou se quer comer direito, apenas ficar deitado
pensando e pensando e pensando... Sou uma pessoa que guarda suas sensações para
si, difícil de abrir-se com as pessoas, até mesmo com os amigos e isso vai me
sufocando, vou sofrendo calado. No sábado ensaiamos e percebi que meu
rendimento não foi um dos melhores, isso estava me torturando, roubando toda
minha concentração. Eu tenho mania de perfeição e por gostar tanto desse
processo e desejar estar nesse trabalho acabei pecando nesse ponto. Depois
tivemos uma reunião e colocamos em pauta os assuntos dos últimos meses, acho
que seria necessário pensarmos em adocicar nossas palavras e atitudes, algumas
deixam o clima pesado e pode acabar ferindo alguém. Eu também tenho uma teoria,
minha teoria é sobre momentos, apesar de ansiar pelo futuro. Falar quando as
palavras forem necessárias e fazer silêncio quando não forem.Estou vivendo esse
momento e sendo contaminado por ele. Hoje estou mais leve e preciso dessa
leveza para ser como um pássaro.
A aula de hoje foi diferente, nossa
professora de Ballet Clássico não poderia estar presente e seria substituída
pelo Alysson que teve um imprevisto de última hora e não pode dar a aula, então
a Kelyenne deu aula de Capoeira para a Cia. É uma aula que exige muito e quando
se está na ADC desde as 15h30 dando aulas, ensaiando, fazendo aula e ainda
malhando, às 19h você está exausto para uma aula dessas, é preciso uma certa
preparação para fazê-la.
Depois fomos ensaiar, eu estava mais
leve, foi um ensaio gostoso. A princípio começamos relembrando as partituras e
em seguida mostrando-as ao Alysson na ordem que ele pedia. Em certo momento que
um dos grupos passava e eu estava de fora estudando, notei-o dando pulinhos de
alegria, entusiasmado com os resultados, são pequenos gestos que me motivam
ainda mais, eliminam o cansaço físico e fazem com que o desejo pelo espetáculo
aumente. Teve a apresentação do Duo dos meninos, Erick e Leo, foi lindo,
pareciam verdadeiros pássaros, estou muito orgulhoso com o crescimento dos meus
amigos, muito feliz por eles, são pessoas especiais e merecedoras de todo
reconhecimento. Mais tarde fomos surpreendidos com a presença do Di Freitas,
nosso músico, trazendo a prévia de seis músicas para o espetáculo, foi uma enorme
alegria contagiando a sala. Após o ensaio fizemos uma roda de conversa, o
Alysson disse para não nos preocuparmos com a confusão de cenas que estava no
início, pelo contrário, eu já vejo um trabalho consistente que me proporciona
enxergá-lo no futuro através de devaneios, a cada ensaio vejo o espetáculo mais
solidificado. Fizemos um estudo dos figurinos, imagens incríveis e motivadoras
foram apresentadas. Eu fui pra casa mais leve, pensando em Karimai.
Finalizo com uma mensagem que vi
recentemente no Instagram de um autor desconhecido, “NÃO COLOQUE LIMITES NOS
SEUS SONHOS, COLOQUE FÉ”.
Allef
Lira.
domingo, 7 de junho de 2015
DIÁRIO DE BORDO 06/06/2015 Por Thiago Gomez
DIÁRIO DE
BORDO 06/06/2015
Processo de
Criação do espetáculo "KARIMAI"
Alysson
Amancio Companhia de Dança
Por Thiago Gomez
Sábado, 06 de junho.
Uma luz acende. O dia acorda. O corpo mapeia os espaços da cama na
tentativa resistente de levantar e também
da permanência em repouso. Levanto, tenho aula/ensaio. Lembro-me de uma frase
que a professora/companheira de trabalho/amiga Lucivania Lima havia citado
certo dia: "o ensaio começa a partir do momento que nos programamos
para ele."
O mesmo ritual rotineiro de cada dia. Acordar, tomar banho, se
alimentar, vestir-se e partir em busca
de experienciar novas vivências ganham cores, reflexões, inspirações,
movimentos, ganham asas, pois hoje acontece mais um encontro do processo de
criação do espetáculo Karimai.
Pensar nesta construção, tanto em ambientes externos como dentro da sala
de ensaio me permite imensa sensibilidade para o trabalho nos âmbitos de
pesquisa, experimentações, criações partindo da delicadeza da vida e obras de
Luiz Karimai.
Hoje, em mais um dos encontros da companhia para o labor do espetáculo,
vivenciamos uma aula de técnicas circenses, voltadas à acrobacia solo com o
professor/artista Ivan Brigido.
A mesma foi um processo de desenvolvimento de outras possibilidades para
a construção, explorando movimentações que trabalham resistência, técnica,
sustentação, conhecimento corporéo, consciência espacial, trabalho em equipe...
Considerei este momento de suma importância para investigação do meu corpo,
potencialidades e fragilidades e caminhos a trabalhar (n)ele, seja individual
ou em diálogo com demais corpos, permitindo o contato e condução do outro (que
ainda me vejo um tanto resistente).
Seguimos com a aula de dança contemporânea ministrada pelo Alysson, onde
percebo que estão sendo de fundamental estímulo para criação da movimentações
do espetáculo. Me senti bastante disposto nas sequências passadas e gostei de
quão rápido meu corpo está entendendo boa partes das movimentações e as utilizando nas células coreográficas,
transformando a estética passada em um meio para uma criação; acredito ser
importante apreender as técnicas que absorvemos e ressiginifcá-las a partir do
nosso olhar, da nossa proposta partindo do tema propulsor.
Pós aula de dança contemporânea, iniciamoss o ensaio do espetáculo com
as cenas já criadas, relembrando-as e alterando a organização espacial e
disposição dos bailarinos nas coreografias. O trabalho a cada dia ganha uma
consistência e uma beleza singular e que assim como as obras do Karimai reflete
o ser humano em suas alegrias, angústias, dores, trazendo a natureza em fusão
com esse sujeito.
Uma grande felicidade está na laboração deste processo que quando
maturado estará presenteando a plateia com poesia aos olhos, com toda a
sutiliza, simplicidade, delicadeza e beleza que é o universo de Luiz Karimai.
Avante!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Diário de bordo - Lucivania Lima
Diário
de bordo - Espetáculo Karimai
Feriado.
9h da manhã. ADC. Processo Karimai.
O
dia hoje começou com dança, fomos presenteados com um lindo céu nublado, vento
frio e pássaros cantantes. A dança com a Cia. teve início às 9h, mas desde às
5h eu já ouvia o som dos pássaros e via o seu movimento sentada sobre o chão
molhado do meu quintal, chovia um pouco, mas eu sentia a necessidade de ficar
ali por alguns instantes. Queria contemplar a natureza, assim como Karimai
apreciava a despedida do sol a cada dia.
O
desejo de ficar ali entrava em embate com o desejo de criar partituras na mesma
sensação, com a mesma leveza dos pássaros (estamos criando, dentro do processo
Karimai, movimentações inspiradas em pássaros, céu, pombas).
Quando
dançava livremente, despreocupada de técnica, parece que meu corpo acessava
melhor a movimentação que queria ter para o trabalho. Em contraponto a isso,
queria codificar a movimentação livre, mas meu corpo não entendia. Mantive-me
novamente parada, apenas contemplando a natureza. Aos poucos, fui tecendo algo
no meu corpo, uma movimentação tímida, curta, indecisa, mas era alguma coisa.
Na
Cia, enquanto a maioria dos bailarinos e Alysson estavam bem dispostos, eu
estava em outro ritmo, em outra energia. Fui me adaptando aos poucos, dada a
necessidade de virtuosismo do trabalho.
Alongamos
individualmente. Em seguida, Alysson conduziu a aula trabalhando com “contração
e expansão, equilíbrio, oposição, rolamento, deslocamento, movimentos do balé
como o tendu, entrelace, grand batman, plié, etc”.
Após
a aula tivemos a presença de Di Freitas, que irá compor a música do trabalho.
Foi pedido que cada bailarino apresentasse seu sólo, com isso Alysson foi dando
orientações para o melhoramento do trabalho de cada um. Fiquei feliz em
observar os colegas, pois percebi um amadurecimento em relação à quinta-feira,
quando apresentamos a primeira vez. Gostei também de ter apresentado e das
orientações, elas me foram necessárias naquele momento, pois estava bastante
nervosa.
Tomamos
um lanche durante o intervalo e em seguida, a pedido de Alysson, fomos aprender
a coreografia do sólo de Kellyene e Yago.
Após
alguns ensaios, pudemos sentar e ouvir as orientações de Alysson para os
próximos encontros. Foram divididos três grupos, cada um com temáticas variadas.
Os grupos se reunirão em horários extras aos da Cia. e devem organizar uma
coreografia para apresentação na próxima quinta (dia 11).
Encerramos,
e meu corpo saiu do encontro de hoje mais aberto do que quando iniciamos!
Evoé.
Lucivania Lima.terça-feira, 2 de junho de 2015
Processo criativo do espetáculo de dança Karimai (Re) começando
Neste ano o inicio do mês seis não evoca para nós apenas as comemorações dos festejos juninos,
(re) começamos hoje o processo de construção da Cia. que tem o titulo provisório "Karimai".
Desde março estamos trabalhando em frases coreográficas, todavia em abril tivemos uma pausa devido a VI Semana Dança Cariri e em maio tivemos apresentações dos espetáculos do repertorio 'BR 116', 'Boa noite cinderela' e 'Alafia'. Em meio a todo este turbilhão de ações concomitantes o processo de composição do novo acabou entrando num período de latência.
Pois bem, junho chegou e a promessa de hoje foi dedicar todos os nossos dias de atividade deste mês para a nova montagem, incluindo o acréscimo de 30 minutos no sábado pela manha.
Para o dia de hoje eu havia solicitado no sábado passado aos bailarinos que eles construíssem um pequeno solo inspirado em pássaros, asas, vôos.
Então após a aula de balé classico da professora Mara Santana, primeiramente repassamos a estrutura maior que temos e então seguimos para a mostragem dos trabalhos.
Optei por ver antes no coletivo (embora soubesse que a grande quantidade me roubaria as sutilezas), o intuito era dirimir a tensão que estava presente na exibição.
Mostrar um solo para outros nunca é facil, mesmo num processo criativo, mesmo sendo exclusivamente para os seus parceiros de trabalho. Há sempre o medo do julgamento, sozinhos nos sentimos mais vulneráveis,
Havia uma tensão no grupo, eu hoje estava mais serio e isso contaminou a atmosfera do trabalho. Não quero tirar o prazer da dança, de estar na Alysson Amancio Cia de Dança, mas desejo que este novo trabalho tenho uma dimensão tecnica/estetica/poetica mais madura e sei que isso vai exigir mais de mim e por conseguinte mais dos intérpretes também.
Sei também que não vai ser facil, sei que por muitas vezes será doloroso, sei que alguns irão querer desistir (espero que não o façam) mas ao mesmo tempo estou muito animado com este desafio, Acredito realmente que no fim deste processo estaremos todos mais fortes como artistas e obviamente como seres humanos.
Neste trabalho opto em trazer os meus diários de bordos para o meio virtual, e por isso a implementação deste blog, entretanto para além dos nossos desabafos penso que pode ser também um lugar para trocar imagens,videos, textos que possam contribuir para fortalecimento de "Karimai" e da nossa dança.
Sigamos juntos
Alysson Amancio
02de junho de 2015 (23h04)
PS: Texto sem correções, escrito e imeditamente publicado
PS2; Jamal esteve na ADC, conversamos sobre a luz
Encontraremos Difreitas na próxima quinta-feira
e Ariane Morais no próximo domingo
PS3 - Convidei Luciana Araujo para dançar este trabalho novo, na quinta ela dará a resposta
Fotos tirada do Celular
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