Hoje dia 13 de junho foi um dia bem atípico pra mim.. Primeiramente não tive insônia na noite anterior, então conseguir acordar muito cedo, e fui animada em direção ao juazeiro, cidade sede da associação dança cariri e da companhia Alysson Amancio.
Iniciamos as atividades com aula de circo, momento importante para que os bailarinos consigam adquiri, força, confiança, equilíbrio mas principalmente novas memórias corporais, pois percebo que no corpo de muitos (e me incluo "nesse muitos") ha uma inclinação para realizar os movimentos ja conhecidos, não se permitindo, muitas vezes inconscientemente, ousar ou buscar novas formas de improvisar ou de criar a partir das solicitações do coreógrafo.
Realizamos na aula de circo, introdução ao salto, através da " estrelinha " com o inicio frontal e o final com os dois pés no chão (figura 1). Tentamos também uma variação da "estrelinha", um era a base, numa segunda de pernas bem aberta enquanto a outra pessoa usa as coxas da "pessoa base" para se apoiar sem colocar as maos no chão, enquanto a base sustenta o colega pela cintura auxiliando no desenrolar do exercício (figura 2).
O segundo momento se deu com um tipo de piramide de suas pessoas, em que uma "pessoa base" com a segunda de pernas bem abertas se torna a escada para o colega subir através dos apoios das pernas e mãos ate chegar ao ombro, ou seja, em pé nos ombros da "pessoa base" e assim tentamos realizar variações qdo estávamos no alto (figura3). Comecei a me empolgar e fui voluntaria para outro exercício q o professor apresentou com a bailarina Maria Lima. Uma pessoa fica sentado com os joelhos flexionados servindo como base para outro que vai colocar as maos no joelho da "pessoa base" esse por sua vez segura na cintura e a lança para trás numa cambalhota com ajuda dos impulso dela. Para finalizar a aula de técnicas circense o professor mostrou um salto, em que duas pessoas juntas os braços como se fosse uma cadeira e uma terceira pessoa fica em pé e é lancada para cima onde cai sentada nos braços das duplas de base.
Iniciamos nosso ensaio com apresentação do exercício solicitado pelo Alysson na aula trasada. A equipe q se apresentou teve a temática a cultura popular oriental (se eu não me engano) uma boa apresentação, principalmente porque não tenho contato direto com essa cultura. Enquanto aguardavamos a Luciana Araújo para iniciamos a apresentação da nossa equipe o Alysson solicitou q fossemos para as coreografias em grupos, e assim o fizemos, já experimentando a trilha feita por Difreitas. Devo dizer que durante a coreografia pouco aproveitei da música, por que estava mais centrada nos movimentos e ha muitas coisa a se organizar no meu corpo, como tempo da coreografia, velocidade, espaço etc. A Luciana chega. Pausa para o lanche, nossa equipe composta por Suzana, Lucivania, eu e Luciana, se preparam para a apresentação com o figurino e objetos de cena (velas na taça).
Termino do lanche. Inicio da nossa apresentação. Difreitas esta presente. Tivemos algumas falhas técnicas em nossa apresentação, mas de um modo geral gostei bastante, nossa temática foi: fé; romaria; juazeiro; padre Cícero; penitentes, em nossa pesquisa discutimos muitos alguns elementos e movimentos que seriam importante estar em cena, tínhamos receios de ser redundante, mesmo assim senti q nossa apresentação teve uma boa aceitação, isso nos deixou feliz (apresentaremos novamente no próximo encontro). Repassam os novamente as coreografias construídas por Alysson e pelos intérprete, com dois grupos diferenciados. Dessa vez conseguir sentir mais a música alguns momentos do trabalho.
Para concluirmos este dia tão produtivo, escutamos todas as músicas e realizamos um bate papo com o músico criador da trilha, o Difreitas, colocando aspectos positivos e conflituosos da trilhas, sugestões de mudanças e elogios..
O trabalho, com nome provisório de Karimai, está tomando corpo, no momento um pouco Frankenstein, mas no sentido em que vários fragmentos que se complementam se tornaram um único corpo, completo, não fracionado ou fissurado, mas um corpo que dança


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