Diário
de bordo Karimai
24/07/15
Estamos a pouco mais de
um mês da estreia e começamos perceber que o trabalho se intensifica neste
momento. Ontem estivemos na casa de Eneida para vivermos mais um momento de
aproximação entre os pesquisadores de Karimai. Esse momento é muito gostoso no
processo criativo, por que entramos em contato direto com pessoas que
conviveram com Karimai, possibilitando um conhecimento de sua personalidade.
Outro ponto evidente que o encontro proporciona é a aproximação entre os
envolvidos do espetáculo, compreendendo a pesquisa em coletividade.
Bom, acredito que por
conta do encontro de ontem na casa de Eneida todos hoje aparentavam estar com a
alma tranquila, apesar de nossa estreia estar bem próximo. Considero esse
estado de energia positivo, devido o fato de que estamos começando a adentrar
cada vez mais no universo do artista Karimai. Sua obra me provoca um estado de
calmaria no espírito, apesar da diversidade de imagens e referências
impregnadas num único quadro.
Hoje experimentamos o
uso da música pensada por Di Freitas. Eu não me adaptei ainda ao som, minha
percepção é que em alguns momentos tudo destoa bastante das movimentações, cada
produção tem uma dramaturgia muito particular, cruzar isso não é fácil. Penso ao
mesmo tempo também, que essa multiplicidade talvez seja necessária para o
trabalho, se considerarmos os quadros de Karimai. Na verdade, essa é uma
percepção de segundo ensaio com o uso das novas músicas, estamos em processo de
adaptação.
No mais, o trabalho me
deixa bastante satisfeita, tanto por conta da entrega da Cia nessa pesquisa,
como por estarmos construindo algo em coletividade com outros pesquisadores,
que também admiram a vida e obra de Karimai, como Eneida, Di Freitas e Geraldo
Junior, além de estarmos envolvidos com outros admiráveis criadores como Ariane
Morais e Jamal Corleone.
Gratidão!
Por
Lucivania Lima.
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