Esta semana a Cia está de folga. Em trabalhos de grupo as vezes é saudavel pequenas pausas para desestressar os animos, todavia confesso que para mim estes dias sem encontros estao me angustiando.
Primeiramente sei que o corpo do bailarino precisa de um treinamento tecnico/poetico diario para a se manter bem cenicamente, mas a minha angustia vai alem disso, sou o o coreografo, diretor e responsavel pelo grupo, e estamos em plena fase de construção de um espetaculo, entao todas estas funçoes juntas acabam sendo conflituosas.
Vale salientar que a minha cabeça de criador nao para, nao tem e nao quer ter folga, o tempo inteiro fico mentalmente passando roteiros possiveis para o trabalho, fico criando imagens e possiveis coreografias para a obra e sem os ensaios e os bailarinos disponiveis tudo fica no meu cerebro dançando, dançando, dançando sem a concretude fisica desejada.
A semana passada foi extremamente rica para o processo do espetaculo Karimai, na quinta feira tivemos o segundo ensaio aberto, Penha Karimai assistiu o processo pela primeira vez, no sabado fizemos uma avaliação e um estudo teorico de um artigo cientifico que discute o imbricamento de dança e artes plasticas e no domingo passamos o dia na casa da professora Eneida Feitosa assistindo conversando sobre a vida e obra do nosso protagonista. Esta serie de acontecimentos consecutivos provocou em mim mais uma avalanche de pensamentos, e minha mente está ainda mais acelerada para este processo criativo.
Concordo com o bailarino Erick Bruno quando em roda no sabado ele falou que apos todos estes eventos o processo de Karimai certamente entrara num outro estagio da montagem, mais maduro e consciente para a a finalização da obra.
Acabei de ter uma reuniao de cenografia com Geraldo e mais tarde tenho uma reunião de figurino com Ariane, ontem Difreitas começou a me mandar as musicas, por um lado tem a pressa de ver todas estas engrenagens juntas por outra tem o fator financeiro que pesa, pois sao profissionais convidados que serao remunerados e a Cia nao tem recurso em caixa. Enfim, é chato escrever lastimas mas tudo isso faz parte do processo de uma montagem de um trabalho em grupo. Fazer Dança/Arte no Brasil é um desbravamento mas acredito que realizar isto no interior do Ceará bé ainda mais difícil pois a cultura de massa é toda voltada para os shows de forró, nao existe apoio de iniciativas publicas ou privadas, estamos num movimento de luta constante, é penoso mas resistiremos.
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